Norauto de Alfragide despede precários e trabalhadores no período experimental
Chegam-nos denúncias de despedimentos na Norauto, mais concretamente no estabelecimento de Alfragide. Terão sido dispensados alguns trabalhadores (os relatos que nos fizeram chegar apontam para 20), com a justificação de se encontrarem ainda em período experimental. Estarão também a ser despedidos trabalhadores com contratos precários, tendo-nos sido relatada a situação de pelo menos um trabalhador que se encontrava a meio da vigência do seu contrato a prazo e que, no final do dia de trabalho, foi simplesmente avisado que estava despedido.
A empresa está a usar o mesmo argumento do período experimental para despedir quem tem contrato a prazo, apesar deste período experimental (que permite despedir sem justificação) ser mais curto nestes contratos (30 dias, para os contratos até 6 meses; 15 dias, para os contratos com duração inferior). Recordamos que, em qualquer caso, a empresa está obrigada a comunicar por escrito, com aviso prévio, e a compensar o trabalhador por este despedimento, nomeadamente pagando a indemnização por caducidade, as férias não gozadas e subsídio de férias e subsídio de Natal não pago.
O período experimental foi alargado de 3 para 6 meses no final da anterior legislatura e, desde o início da crise pandémica, muitos trabalhadores têm sido atingidos, entre outras coisas, por esta alteração na lei laboral.
