Camipão encerra e deixa mais de 100 trabalhadores no desemprego

Camipão encerra e deixa mais de 100 trabalhadores no desemprego

26 de Março, 2020 0

Na passada terça-feira, os trabalhadores foram informados verbalmente de que a laboração iria parar, numa ação ilegal, que mereceu uma participação de ocorrência à Inspeção Geral do Trabalho, conforme declarações prestadas por dirigente do CESP ao jornal regional digital Caminha 2000. As dificuldades financeiras da Camipão já eram conhecidas há algum tempo, existindo salários e subsídios em atraso dos cerca de 100 trabalhadores, quer dos que laboram na fábrica na Sandia, quer nas 11 lojas de “Pão Quente” nos concelhos de Caminha e Vila Nova de Cerveira. A empresa nem sequer procurou recorrer ao lay-off simplificado, de forma a salvaguardar a manutenção dos postos de trabalho, durante a atual crise sanitária e económica.

Recebemos também denúncias de trabalhadores que confirmam esta situação, com encerramento das lojas e despedimento sem regras. Num dos testemunhos, o trabalhador refere que “empresa encerrou sem informar os trabalhadores sobre os salários e o futuro da empresa”. Foi-nos também transmitido por um dos trabalhadores afectados que a situação de atraso no pagamento de salários na empresa é bastante grave: “a empresa deve parte do salário de janeiro de 2020, deve o salário de fevereiro, subsídios de férias e Natal de 2019 e, a alguns trabalhadores, ainda deve subsídios de férias e Natal de 2018”.