NewSpring recusa teletrabalho e despede em call center de Évora

NewSpring recusa teletrabalho e despede em call center de Évora

28 de Março, 2020 0

As denúncias de ausência de condições de higiene, saúde e segurança de trabalho nos call centers continuam. Desta feita, chegam-nos denúncias da NewSpring, uma empresa de trabalho temporário, com dois call centers – um em Lisboa e outro em Évora – onde habitualmente trabalham 600 pessoas.

Do call center de Évora, onde trabalham 300 pessoas, chegam denúncias da falta de condições e garantias de proteção, nomeadamente não foi sequer reorganizado o trabalho de modo a assegurar a distância social preventiva recomendada pelas autoridades de Saúde, sendo esta absolutamente inexistente no espaço de refeição. Como tem vindo a ser verificado noutros call centers, também a NewSpring se recusa a colocar os e as profissionais em teletrabalho ou formação online. Segundo relatos de trabalhadores, foi sugerido inicialmente pela empresa a possibilidade de passagem a teletrabalho, tendo inclusivamente sido realizado um questionário para aferir junto de cada trabalhador e cada trabalhadora a disponibilidade para a realização de trabalho à distância, o que terá levado alguns trabalhadores a investirem em material para poderem realizar esse trabalho a partir de casa. Agora a empresa recua nessa possibilidade e diz não estar previsto o teletrabalho.

Outras denúncias de alguns trabalhadores dizem também respeito a férias forçadas, seguidas de despedimento, sem aviso prévio legal de 30 dias e com a justificação de redução de volume de trabalho.

A Newspring é conhecida pelas condições de precariedade com que emprega os seus profissionais, tendo entre os seus clientes entidades como a seguradora Fidelidade.