Prozis despede precários na Maia

Prozis despede precários na Maia

14 de Maio, 2020 0

A administração da Prozis, empresa de nutrição e suplementação desportiva, segundo denúncias que recebemos, está a despedir trabalhadores em situação precária. Os relatos que nos chegaram falam, nomeadamente, na não renovação de contratos de trabalho a termo na unidade de investigação e desenvolvimento situada na Maia. Isto acontece apesar da empresa comunicar que o volume de vendas continuou a aumentar no atual contexto, uma vez que os clientes mantiveram as encomendas, agora sobretudo via compras online.

Os relatos falam numa prática continuada, em que a empresa mantém uma política baseada na precariedade. O despedimento de precários, muitos dos quais, segundo as denúncias, tinham já o compromisso de renovação do seu contrato, acontece sem justificação e, aparentemente, sem nenhuma relação com o contexto de crise sanitária que vivemos.

As denúncias relatam ainda uma atitude continuada de intimidação dos trabalhadores, imposta com base no medo de perder a sua fonte de rendimento. Algumas denúncias falam, por exemplo, na existência de dísticos com a frase “Cala-te e trabalha” espalhados pelas instalações da empresa.

Esta realidade tem ecos em informação partilhada por trabalhadores e trabalhadoras em várias plataformas online, onde é comum encontrar descrições sobre um ambiente de trabalho hostil, totalitário, em que é cultivado o culto de personalidade do fundador e a autoridade inquestionável das chefias. Por exemplo, na plataforma de emprego Glassdoor, apenas 8% dos trabalhadores que expressaram a sua opinião sobre a Prozis recomendam a empresa para trabalhar.

A Prozis é uma empresa portuguesa, com sede em Esposende e várias outras unidades, que desenvolve, produz e comercializa, online e no retalho, suplementos alimentares e alguns alimentos para a prática desportiva, além da comercialização de vestuário e ‘gadgets’ direcionados a consumidores da área do fitness e culturismo. Em 2018, atingiu um volume de negócios de 120 milhões de euros, um valor que, segundo a empresa, continuou a aumentar.