Revolut despede trabalhadores em período experimental em Matosinhos

Revolut despede trabalhadores em período experimental em Matosinhos

22 de Maio, 2020 0

A Revolut, empresa britânica com serviços de aplicação e banca online, segundo denúncias que recebemos, despediu trabalhadores na sua unidade em Matosinhos, cujos contratos se encontravam no período experimental. As denúncias relatam que podem ter sido dezenas os trabalhadores despedidos, ainda durante o mês de abril, num momento em que os funcionários se encontravam em teletrabalho. A administração da delegação da empresa em Portugal, dizem as denúncias, sem que nada o fizesse prever, descartou um largo conjunto de trabalhadores que, em muitos casos, tinham optado recentemente por irem trabalhar para esta empresa, apesar de ter uma situação profissional anterior estável.

Na página que dedica ao recrutamento, a Revolut alicia, recorrendo a um tipo de comunicação que é comum neste universo de “start-ups” tecnológicas: “Pense Em Grande. Supere As Suas Próprias Expectativas”. E define os seus quatro valores fundamentais como sendo “Alcance”, “Pense melhor”, “Não se deixe acomodar” e “A união faz a força”. Mas a realidade acaba sempre por se impor e, apesar desta linguagem motivacional e das afirmações de que as pessoas são o elemento mais importante das empresas, num momento crítico, a Revolut opta pela solução mais fácil e nada original: despedir os trabalhadores que se encontram numa condição precária.

A Revolut, com sede em Londres, é uma empresa de serviços financeiros de banca digital, criada em 2015. Conta em Portugal, além desta delegação em Matosinhos, com uma unidade de desenvolvimento em Lisboa. No seu processo de trabalho, recorre quase exclusivamente às tecnologias de informação e comunicação, não tendo instalações abertas ao público. A Revolut tem cerca 6,5 milhões de clientes na Europa e cerca de 250 mil em Portugal, materializando-se numa aplicação e cartões, com a promessa de baixos custos para o utilizador.