Palácio de Cadaval: despedimentos e férias forçadas no espaço turístico de Évora

Palácio de Cadaval: despedimentos e férias forçadas no espaço turístico de Évora

25 de Maio, 2020 0

No Palácio Cadaval, espaço procurado para fins turísticos e culturais em Évora, segundo denúncias que recebemos, foram despedidos pelo menos 4 trabalhadores. A situação de abuso patronal, segundo os relatos, foi decorrendo desde março, quando as primeiras medidas de prevenção sanitária começaram a ser aplicadas. A administração impôs férias forçadas e, poucos dias depois, os funcionários receberam a comunicação da decisão de rescindir os contratos de trabalho. A justificação dada foi a falta de verba para pagar salários, mas também, curiosamente, o facto de a situação da empresa não preencher os requisitos para aceder aos apoios do Estado. Além disso, as denúncias relatam ainda que, desde então, os trabalhadores estão sem receber.

O Palácio do Cadaval é detido pela família da Duquesa do Cadaval, sendo também o seu local de residência. Situado em pleno centro histórico da cidade de Évora, perto do Templo de Diana, é explorado pela família para visitas ao património (nomeadamente, a Igreja dos Lóios), para a realização de casamentos, eventos de empresas, exposições e eventos culturais diversos, acolhendo, por exemplo, o Festival Évora Clássica. A comunicação aos trabalhadores de uma situação financeira grave, ao ponto de haver despedimentos e salários em atraso, contrasta com a aparente tranquilidade de Diana Álvares Pereira de Melo, que usa o título de Duquesa do Cadaval e é a responsável pelo palácio: em entrevista recente, afirma que tem aproveitado os tempos de confinamento para organizar os arquivos familiares e para partilhar fotografias do vestido que usou no “baile de debutante em Paris”.