Jorotubo: metalúrgica de Oliveira de Azeméis força funcionários em lay off a trabalho gratuito adicional

Jorotubo: metalúrgica de Oliveira de Azeméis força funcionários em lay off a trabalho gratuito adicional

15 de Julho, 2020 0

A administração da Jorotubo, empresa especializada no fabrico de estruturas metálicas, segundo denúncias que recebemos, está a obrigar os funcionários em lay off, com o respetivo corte salarial, a trabalhar mais horas do que o previsto e de forma gratuita, na sua unidade industrial em Cesar (Oliveira de Azeméis). Segundo os relatos, desde abril passado que os trabalhadores estão a ser forçados a trabalhar mais dias que os previstos no regime de lay off parcial a que a empresa aderiu. Ou seja, ao mesmo tempo que acede a apoios públicos que visam contrariar os efeitos que resultam da redução da atividade e manter o emprego, a empresa força os trabalhadores, que têm os seus salários reduzidos, a manterem um horário de trabalho adicional sem receber a devida retribuição. Os relatos descrevem ainda um clima de constante pressão para manter os níveis de produção normais, resultando numa dupla penalização para os trabalhadores: com menos salário, horários excessivos e forçados a intensificar os ritmos de trabalho.

As denúncias asseguram que, por exemplo, neste mês de julho, a maioria dos trabalhadores está a prestar trabalho em 4 dias por semana (32 horas semanais), apesar do apoio a que a empresa recorreu prever para estes funcionários um horário reduzido de 24 horas semanais (que correspondem a 3 dias de trabalho por semana). Os relatos asseguram ainda que, para salvaguardar uma aparência de legalidade, a administração força os trabalhadores a assinar planos com horários de trabalho que não correspondem ao efetuado.

A administração da empresa está claramente a seguir uma estratégia em que utiliza as medidas de apoio, supostamente dirigidas à manutenção dos postos de trabalho, com o único intuito de maximizar os lucros. Recorde-se que, como já aqui divulgámos, a administração da Jorotubo já tinha imposto férias forçadas, logo na primeira fase da crise sanitária, antes de aderir ao novo “lay off simplificado”.

Esta situação deve merecer a imediata atuação por parte da ACT, para travar este abuso laboral, com claro prejuízo para os trabalhadores e para a Segurança Social.