Sumol+Compal avança para despedimento coletivo de 80 trabalhadores

Sumol+Compal avança para despedimento coletivo de 80 trabalhadores

13 de Novembro, 2020 0

A administração da Sumol+Compal, conhecido grupo dedicado à produção de bebidas, avançou para o despedimento coletivo de 80 trabalhadores. A decisão é justificada com a quebra de vendas para a restauração e hotelaria, em consequência da crise sanitária e do impacto das medidas de prevenção na atividade nestes setores. A administração reconhece “o impacto social negativo” do despedimento destas 80 pessoas, cerca de 5,5% do total de trabalhadores da empresa. Afirmando que se “vê obrigada a proceder a um processo de reajustamento da sua estrutura”, assegura que optou pelo despedimento coletivo por ser a forma que “maximiza a protecção social” dos trabalhadores. No entanto, importa recordar que a empresa recorreu ao “lay off simplificado” logo no início da crise sanitária, abrangendo uma parte significativa dos funcionários, tendo prolongado este regime durante os meses seguintes. Ou seja, o despedimento de 80 trabalhadores e trabalhadoras ocorre depois da empresa ter beneficiado, durante vários meses, dos apoios públicos para a manutenção dos postos de trabalho.

O Bloco de Esquerda já remeteu pergunta ao Governo sobre esta situação, questionando o Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social sobre como pretende atuar para travar o despedimento coletivo e assegurar os direitos destes trabalhadores e destas trabalhadoras.

O grupo Sumol+Compal resulta da fusão, no final de 2008, da Sumolis e da Compal, duas empresas detentoras de conhecidas marcas no setor das bebidas. Em Portugal, tem 4 unidades industriais e várias unidades logísticas, empregando cerca de 1500 trabalhadores, além de fábricas em Angola e Moçambique. Com exportação para 70 países, teve em 2018 um volume de negócios de cerca de 330 milhões de euros.